“Lula” está em alta porque Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno da eleição presidencial brasileira e vai cumprir um quarto mandato até 2030. Segundo a BBC e o g1, ele é o primeiro presidente da história do Brasil eleito quatro vezes pelo voto popular e o primeiro a reverter uma derrota sofrida no primeiro turno. A vitória foi confirmada pelo TSE às 21h08 de 25/10/2026. O assunto domina as redes sociais e a imprensa nos dias seguintes.
Com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, mais de 64 milhões de votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, do PL. A diferença foi de pouco mais de 4,4 milhões de votos, segundo a BBC. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia ficado à frente, com 47,03%, contra 45,16% de Lula. Essa inversão de posição entre os dois turnos é o que caracteriza a virada.
O g1, no Jornal Nacional, atribuiu o resultado a dois fatores principais: ruas e redes. Após o primeiro turno, estudantes da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, organizaram o primeiro ato de rua da campanha. A campanha montou um quartel-general em Brasília e uma força-tarefa digital com os deputados Jones Manoel e Guilherme Cortez, do PSOL, e Ana Júlia Ribeiro, do PT. Esses elementos combinados sustentaram a reação nas semanas seguintes.
André Janones, da Rede, atuou como estrategista digital da campanha e criou o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Segundo o g1, esse canal chegou a mais de 10,5 milhões de inscritos na reta final da eleição. O número é apresentado como um dos fatores que explicam o alcance da mensagem no período decisivo. O canal funcionou como ferramenta de mobilização direta com eleitores.
Havia 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno, de acordo com o g1. Na comparação entre os dois turnos, a abstenção caiu ao menos 1,88 ponto. Esse deslocamento de eleitores que não haviam comparecido na primeira votação é apontado como parte relevante da virada. Sem esse comparecimento adicional, a diferença final entre os candidatos seria outra.
Uma pesquisa Datafolha de 24/10/2026, divulgada antes do segundo turno, apontava 49% de aprovação ao governo. No mesmo levantamento, 36% classificavam o governo como ótimo ou bom, e 48% o desaprovavam, segundo a BBC. Os números são retrato de um eleitorado dividido, não de um quadro de aprovação amplamente favorável. A pesquisa é uma fotografia daquele momento e não uma previsão do resultado.
Líderes estrangeiros parabenizaram Lula após a confirmação do resultado, segundo o g1. Entre eles estão Emmanuel Macron, presidente da França, e Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha. Também se manifestaram o Kremlin, por meio de Dmitry Peskov, o Ministério das Relações Exteriores da China, por meio de Guo Jiakun, e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Até a última atualização daquela reportagem, Donald Trump e Javier Milei não haviam se manifestado.
No primeiro pregão após o segundo turno, em 26/10/2026, o dólar subiu 8,21%, a maior alta diária desde janeiro de 1999, segundo o Repórter MT. A moeda chegou a R$ 5,60 e fechou a R$ 5,40. No mesmo dia, o Ibovespa caiu 13,88%, a maior queda desde março de 2020, com negociações suspensas por 30 minutos. Em outra apuração, o UOL registrou queda de até 17% do índice ao longo do dia.
Segundo o UOL, a reação do mercado ocorreu porque boa parte dos investidores esperava a vitória de Flávio Bolsonaro. O dólar e a bolsa reagiram a essa expectativa frustrada, e não a anúncios concretos de política econômica do novo governo. O UOL registra ainda que a dívida bruta brasileira estava em 82,5% do PIB. Esses números ajudam a entender o tamanho do movimento, mas não indicam o que acontecerá nos próximos meses.
No X, antigo Twitter, a hashtag “LULA PRESIDENTE” apareceu na sexta posição dos trending topics do Brasil, depois de ter chegado à segunda posição cerca de duas horas antes, segundo o getdaytrends. Esse vaivém de posições mostra o pico de menções concentrado nas horas seguintes à confirmação do resultado. A movimentação nas redes é um dos motores do aumento das buscas pelo nome do presidente eleito. O termo “lula” aparece tanto em buscas por notícia quanto em conteúdo de humor.
Segundo o R7, o Instagram e o X foram inundados por vídeos feitos com inteligência artificial após a confirmação da vitória. Esses vídeos usavam dança e futebol como temas, misturando o resultado eleitoral com entretenimento. Esse tipo de conteúdo costuma ampliar o alcance de um assunto para além do público politicamente engajado. A viralização ajuda a explicar por que o tema aparece em alta mesmo entre quem não acompanha política de perto.
Em 26/10, Lula passou o dia no Palácio da Alvorada, segundo a CNN Brasil. Ele recebeu os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Também se reuniu com os ministros Dario Durigan, Bruno Morett, Mauro Vieira e Celso Amorim. Além disso, recebeu ligações de líderes estrangeiros.
Lula afirmou que vai “mudar o jeito de governar” e que pretende trabalhar com o Congresso, segundo o g1. Ele citou como prioridades a educação em tempo integral, o SUS e a segurança pública. O presidente eleito também declarou que fará “o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país”. Trata-se de uma declaração de intenção, não de um compromisso verificável de resultado.
Donald Trump disse, sem apresentar provas, que a votação “pareceu mais uma eleição fraudada”, segundo a CNN Brasil. Na mesma manifestação, afirmou gostar de Lula. A declaração foi feita sem qualquer evidência apresentada e não tem respaldo em nenhuma apuração divulgada pelas fontes citadas. Ela entrou no noticiário como declaração política, não como fato comprovado.
Segundo o R7, Lula iniciou a articulação política após conquistar o quarto mandato. A agenda inclui a formação de equipe e a construção de apoio no Congresso Nacional. Um ponto de atenção é que Hugo Motta e Davi Alcolumbre podem disputar um novo mandato nas presidências da Câmara e do Senado em fevereiro. Isso significa que a relação com o Legislativo depende também de quem comandará as duas Casas.
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato, excluindo brancos e nulos. É por isso que a soma dos percentuais de Lula e Flávio Bolsonaro chega a 100% na apuração final. Entender essa regra ajuda a comparar corretamente os resultados entre primeiro e segundo turnos. Os percentuais divulgados pela BBC e pelo g1 seguem esse critério.
Reverter uma derrota no primeiro turno significa que o candidato que havia ficado atrás na primeira votação terminou à frente na segunda. No caso de 2026, Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,03%, contra 45,16% de Lula. Segundo a BBC, Lula é o primeiro presidente da história do Brasil a conseguir essa inversão. O feito é apresentado como inédito, e não como algo comum em eleições brasileiras.
Assuntos em alta costumam seguir o ciclo do noticiário: pico nas primeiras horas após o fato e queda gradual conforme o tema sai das manchetes. No caso de “Lula”, a posição da hashtag no X oscilou na mesma tarde, de segundo para sexto lugar, o que ilustra esse comportamento. Os números de mercado, por outro lado, referem-se a um único pregão e podem mudar nos dias seguintes. Nenhuma das fontes consultadas projeta quanto tempo o assunto permanecerá em alta.
As fontes consultadas não informam os nomes da equipe de governo que será formada nem os detalhes das prioridades anunciadas. Também não há indicação, até a última atualização das reportagens, de como o Congresso reagirá às propostas citadas por Lula. As falas de líderes estrangeiros que não se manifestaram até aquele momento não permitem concluir qual será a postura desses países. Esses pontos seguem em aberto e devem aparecer nas próximas semanas.
“Lula” está em alta porque ele venceu o segundo turno de 2026, vai cumprir o quarto mandato até 2030, completou 81 anos em 27/10 e o noticiário mistura articulação política, reação dos mercados e viralização nas redes. Cada um desses elementos tem uma fonte distinta: BBC e g1 para o resultado e a virada, UOL e Repórter MT para o mercado, R7 para a viralização com inteligência artificial. Acompanhar as próximas atualizações é o caminho para saber o que se confirma e o que muda.